Muitos fatores colaboraram para que os meios eletrônicos possibilitassem simular uma orquestra, entre eles samplers de alta capacidade, bibliotecas de sons orquestrais de alta qualidade e a incorporação de funções avançadas nos sequenciadores modernos
Orquestra virtual é a tecnologia capaz de simular o som e o comportamento de uma orquestra acústica tradicional. A arte de simular a orquestra sinfônica tem sido aperfeiçoada e isso inclui a habilidade de seguir a condução do tempo de acordo com o regente e responder a uma variedade de expressivas nuances em tempo real.

A execução de uma partitura pela orquestra virtual constitui um método eficiente para a audição de obras musicais que, por alguma razão, ainda não foram executadas e gravadas pela orquestra acústica. Este pode ser um excelente recurso de composição, possibilitando um feedback sonoro da partitura para que eventuais ajustes possam ser realizados antes dela ser encaminhada à execução pela orquestra real. Dependendo da finalidade da atividade musical, a orquestra virtual também é usada para substituir a sonoridade da orquestra acústica, tornando-se uma verdadeira ameaça aos músicos que trabalham nas gravações em estúdios comerciais. As produções para
a televisão e o cinema com orçamentos limitados para trilha sonora costumam utilizar simulações de orquestra, seja para substituir integralmente ou complementar formações orquestrais. Apesar do resultado muitas vezes não ser o ideal, a simulação por samplers e sequenciadores é mais flexível e econômica do que contratar um conjunto de músicos.
Além de gravações de trilhas sonoras de filmes, a orquestra virtual é usada também para a simulação em tempo real da orquestra acústica em determinados gêneros tais como ópera, teatro e balé. A ruptura do universo da música tradicional causada pela utilização de instrumentos eletrônicos, entre eles o computador, forneceu um leque de possibilidades ao compositor contemporâneo bem diferentes das orquestrações acústicas e simulações de orquestra por computador.
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David Newman[/caption]
Utilização da orquestra virtual
Para evitar que a CPU congele ao utilizar uma grande quantidade de samples de 24 bits para simular orquestras com
sessenta ou mais músicos, alguns usuários costumam utilizar bibliotecas em vários computadores. O compositor americano David Newman, por exemplo - criador de mais de cem trilhas sonoras, incluindo A Era do Gelo, Anastasia, O Fantasma, Scooby-Doo, Galaxy Conquest e Tarzan - lança mão de simuladores de orquestra em
seus computadores do estúdio. Newman utiliza dois computadores para timbres de cordas, um para piano e percussão, um para metais, um para madeiras e outro para mixar os sons. O compositor aloca 137 trilhas em seu Template Autoload, das quais 50 são dedicadas às cordas. Também utiliza o software Kontakt para disparar os sons da orquestra. Por meio da orquestra virtual, cria demos que são fornecidas aos diretores e produtores para posteriormente serem refeitas pela orquestra real.
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Modular Joel Goldsmith[/caption]
Outro compositor que utilizou bibliotecas de samples foi Joel Goldsmith, filho do renomado compositor Jerry Goldsmith. Ele usou a orquestra virtual para as trilhas de Stargate SG1, Stargate Atlantis e videogames. Mas Joel Goldsmith também utilizava sons analógicos em suas produções. Em parceria com o técnico Tim Joy, desenvolveu um sintetizador modular híbrido no qual módulos implementados pela Synthesis Technology foram conectados a um Mac para processamento de efeitos em tempo real, sequenciamento e edição de áudio. Esse instrumento de grande capacidade forneceu ao compositor poderosos recursos analógicos e digitais.
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